Estudo adicional


O simples fato de que as pessoas perguntam ansiosamente se cometeram ou não o pecado imperdoável revela que certamente não cometeram. Se tivessem cometido, com certeza, não estariam preocupadas com isso. Sua preocupação é a evidência suficiente de que elas ainda estão abertas à direção do Espírito. O que devem fazer é reivindicar a justiça de Jesus e, agarrando-se aos Seus méritos, prosseguir em fé e obediência. Somente debaixo da justiça de Cristo, que é a justiça do próprio Deus (Rm 10:3), elas podem ter a paz e a segurança que tanto lhes falta.

Há, na verdade, apenas uma pessoa que Deus não pode perdoar: aquela que se recusa persistentemente a vir a Jesus para obter o perdão. “O pecado da blasfêmia contra o Espírito Santo não se encontra em uma palavra ou ato repentino. É a firme e determinada resistência à verdade e às evidências. Ninguém precisa considerar o pecado contra o Espírito Santo como coisa misteriosa e indefinível. O pecado contra o Espírito Santo é o pecado da recusa persistente em atender os convites ao arrependimento” (Comentário Bíblico Adventista, v. 5, p. 1217).

Perguntas para reflexão

  1. Se uma pessoa o procurasse, com medo de ter cometido o pecado imperdoável, o que você diria e quais textos usaria para ajudá-la? Por que a compreensão da salvação pela fé é fundamental para ajudar alguém que se sente irremediavelmente perdido?
  2. Apagamos o Espírito Santo quando nos recusamos a falar ou agir de acordo com Sua direção. Em quais aspectos da nossa vida resistimos à orientação de Deus, e como podemos aprender a fazer a entrega necessária?
  3. Às vezes, Deus permite certas circunstâncias em nossa vida com as quais nos ressentimos ou não compreendemos. Foi o caso de Jó, por exemplo. Por que o ressentimento impede a atuação do Espírito Santo em nossa vida? Como podemos confiar em Deus mais plenamente e nos submeter completamente a Ele, mesmo durante os momentos mais difíceis?
  4. Com medo de ser “contaminados” pelo que consideram ser influências corruptas na igreja, alguns se afastam completamente do corpo e seguem seu próprio caminho. O que há de errado com essa ideia, e por que esse não é o modelo bíblico a ser seguido pelo cristão?